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domingo, 27 de março de 2016

Entrevista Para Revista California

No mês de novembro, eu e minha amiga e Business Partner (:) <3) Cláudia do Canto demos uma entrevista para a Revista Califórnia. Aqui eu vou postar a minha parte da entrevista na integra!

E só para ressaltar um dos motivos da entrevista: Fundamental é correr atrás dos nossos sonhos!




Profissão: Diretora de Artes; Produtora de Moda e Redatora Web

- Quando crianças, sonhava em ser o que quando crescesse?

Conforme os anos iam se passando, os sonhos iam mudando, mas uma coisa era clara, a arte sempre estava presente. Sonhei em ser atriz, estilista, cantora (que para felicidade do público nunca foi realizado), artista plástica (que com minha pouca idade se resumia em pintora), etc.

- E hoje adulta, atua em que área?

Hoje atuo como diretora de artes do grupo Kino-Olho, como Produtora de Moda freelancer e escrevo para alguns sites.


- Como foi sua formação? (Acadêmica e outras...)

Quando comecei os meus estudos universitários, os cursos e área de atuação na moda ainda não eram tão conhecidos, e optei por estuda-la. Depois me mudei para Madrid aonde estudei Design de Moda no IED (Istituto Europeo di Design), e foi então que percebi que o que mais gostava era atuar na parte de figurino, produção (que envolve cenografia, ambientação, stylist, etc.) e me mudei para Buenos Aires aonde me formei em Produção de Moda na Universidad de Palermo.


- Conte um pouco sobre as produções de cinema nas quais já atuou.

Minhas experiências anteriores ao grupo Kino-Olho eram mais direcionadas a editorias, fotografias de moda no geral, figurino, vitrinismo, etc. Até ser chamada pelo João Paulo Miranda (diretor do grupo) e pela Fernanda Tosini (produtora executiva e roteirista) a conhecer o Kino-Olho, e logo de cara já assumi a direção de arte do filme Command Action, o qual foi selecionado pela Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2015.

Desde então assinei a direção de arte dos filmes: “O Homem é Eterno Através de Sua Própria Obra”, para a marca de acessórios espanhola “Prógono” chamado “Discovery Time”, entre outros filmes ensaios e vinhetas.

- Como começou o trabalho com o grupo Kino-Olho? E com João Paulo?

Eu e o João nos conhecemos durante nossa infância, porém com o tempo, cada um seguiu sua vida em destinos diferentes.
No ano de 2014 ele foi participar do Festival de Cinema de Cannes com o filme “Ida do Diabo” e depois foi com a Fernanda para Barcelona exibir o mesmo filme na cidade e visitaram meu primo, Diego Hebling, que mora lá, e é amigo de infância do João.
Enquanto isso eu morava no Rio de Janeiro aonde atuava como produtora de moda, e eles comentaram com o meu primo que não encontravam diretor de artes em Rio Claro. Foi então que o Diego teve a grande ideia de nos apresentar.
Chegando em casa após uma sessão de fotos, ele nos apresentou via Skype, e assim que nós três voltamos a Rio Claro, nos reunimos, conheci o grupo, e depois de algumas idas e vindas entre Rio Claro e Rio de Janeiro, decide entrar de cabeça no projeto e aceitar dirigir a arte de um filme pela primeira vez.

Desde então atuo com muito orgulho no grupo Kino-Olho, o qual me deu uma grande oportunidade não só profissional, mas de conhecer pessoas que além de serem ótimos profissionais, hoje são grandes amigos.

- E foi recentemente até o Festival de Cinema de Cannes. Como foi isso?

O Festival de Cannes foi a realização de um sonho. Acredito que todo profissional da área almeja um dia poder estar presente em um dos maiores festivais de cinema do mundo, e graças ao trabalho de toda uma equipe como por exemplo o diretor de fotografia Thiago Ribeiro, som Léo Bortolin, Assistente de Direção Rogério Borges, ator David Martins, produção Cláudia do Canto, roteirista Fernanda Tosini, diretor João Paulo Miranda, assistente de produção Thierry Vasques, os atores da cia de teatro Tempero D’alma, todos os outros assistentes, a minha mãe Eliana Palmero Butolo que abraçou a causa e vestiu a camisa me ajudando nas filmagens, os feirantes do Cervezão que também abraçaram a ideia e deram o toque especial ao nosso filme, dentre tantas outras pessoas que poderia fazer uma lista imensa, foi possível realizar este sonho. Sem qualquer uma delas, o sonho de Cannes não seria possível.

Estar em Cannes foi uma grande experiência. Primeiramente profissional, que nos colocou em contato com grandes produtores, distribuidores, diretores e realizadores de cinema de várias áreas. Nos deu a oportunidade de participar de reuniões e começar a conversar sobre possíveis futuras parcerias.

O festival de Cannes foi com certeza um marco de crescimento profissional e pessoal. Pois além das reuniões e encontros, também participei de várias festas, jantares, almoços dentre outros eventos, aonde conheci pessoas incríveis que me davam uma aula de cinema entre uma taça de champanhe e outra. Fiz amigos e confirmei o que eu sempre acreditei, que o que você quer e acredita com todo coração se realiza.

(Peço licença ao grupo Kino-Olho para usar o plural!) Agora já entramos de cabeça em novos projetos, que faz com que possamos continuar a sonhar, mesmo com todos os desafios que como muitos profissionais da arte temos que enfrentar – e enfrentamos – e assim continuamos a realizar nossos sonhos, querendo cada vez voar mais alto com aquilo que acreditamos, e que dá sentindo a vida de muitos...a arte.

- Se alguém em Rio Claro quiser seguir sua profissão, qual o caminho a seguir?

A primeira dica é a mais clichê porém a mais efetiva: Estudar, ler, pesquisar, pesquisar e pesquisar.

O diretor de artes tem que ter uma boa bagagem cultural, conhecimento de história, acontecimentos, para poder ambientar as cenas, saber como as pessoas que vivem no meio X são, como se comportam, se vestem, se maquiam, como é o ambiente que essas pessoas vivem, clima, etc.

Muitas vezes terá que criar a partir de situações, lugares e pessoas que nunca fizeram parte da sua vida cotidiana, países e cidades que nunca esteve presente, e é nesse momento que todas as suas referências de história, filmes, artes plásticas, literatura, dentre outras coisas, serão essenciais para poder fazer com que aquilo que o roteirista criou e que o diretor planejou se torne realidade.

Pois para quem não sabe, o diretor de arte é a pessoa responsável pela ideia e equipe do figurino, cenário, maquiagem, efeitos especiais, etc.

Ser diretor de artes é ser responsável para que haja chuva em um dia ensolarado, fazer com que as pessoas se sintam em 1815 em pleno 2015, é captar a ideia do diretor e de todo um entorno que ele criou e transformar em realidade. E claro, estar sempre com MUITAS malas e objetos de um lado para o outro.

- Qual a melhor parte desta profissão?

Para mim a melhor parte de ser diretora de artes é estar em constante mudança. Você sempre trabalha criando coisas diferentes, em locais distintos, com uma nova história, um novo personagem, uma nova ideia.

É viver em constante pesquisa e mudança. Uma analogia talvez um pouco infantil que costumo fazer, é que é como quando brincava de boneca na infância, só que agora levando a sério. De vez montar a “casinha”, monto um cenário real, visto a atriz em vez da boneca, dou formas e cores a uma ideia. Trago o imaginário para o real.


 


terça-feira, 22 de março de 2016

                                        Steffie Christiaens



Nascida em uma vila, com uma população de 1200 pessoas, cercada pela natureza ao sul da Holanda, Steffie Christiaens sempre se interessou pelas formas a sua volta.
Na sua infância, brincava de montar formas de madeira e metal e depois passou a fotografar o céu, pois era algo que estava sempre em movimentos, a cada instante muda, cria novas formas.
Quando cresceu estava em dúvida a respeito de que carreira seguir, não sabia se estudava arquitetura ou moda, mas decidiu por moda, já que considerava mais difícil trabalhar com o movimento e a forma em relação ao corpo, do que em relação a edifícios.
Mudou-se para Arnhem, cidade e municípios na parte oriental dos Países Baixos e capital da Guéldria, e estudo Design de Moda na ARTEZ Academia de Artes Visuais.
Em 2007 Steffie trabalhou para a Maison Martin Margiela – em Paris, conhecida como o paraíso da moda conceitual, e encontrou em Paris uma cidade que pulsava com energia e inspiração, assim que decidiu fazer seu mestrado na IFM (Institut Français de La Mode).
No ano de 2009, ficou entre as finalistas no “Festival International de Mode et de Photographie à Hyères” (Festival Internacional de Moda e Fotografía de Hyères), dirigido por Jean-Pierre Blanc.
Entre 2007 e 2010, além de trabalhar na Maison Martin Margiela, Steffie também trabalhou para Louis Vuitton e Balenciaga, sempre mantendo o seu próprio estilo e técnica de desenho, que segundo a estilista, prefere trabalhar com a moulage e depois desenhar o que criou sobre o manequim.
Nesta mesma época Steffie Christiaens abriu o seu estúdio em Paris, aonde seguiu o seu processo de desenho conceitual tanto para homens como para mulheres criando coleções prêt-a-porter.
Seu estilo é conhecido como conceitual, 3-D, experimental e “orgânico” que mistura as curvas naturais do corpo cria um diálogo entre a arte e a moda inspiradas na mistología e na natureza.